segunda-feira, 1 de julho de 2024

A enchente e os livros

 

As águas das chuvas de maio pareciam um pranto de lamento dos céus enchendo o rio Guaíba. O noticiário avisava que poderia transbordar e haver inundação. Ninguém imaginava a proporção que alcançaria. Uma semana ininterrupta de chuva e a previsão se confirmou. Água invadindo, ocupando e apossando-se da cidade.

A casa de Dirnei ficava distante dez quarteirões do rio, não havia motivo para se preocupar, pensava ele. Mas a água avançava furiosamente, engolindo tudo que via pela frente. Em duas horas a enchente já estava no quarteirão vizinho e o céu continuava lacrimejando a cidade.

Assustado, Dirnei começou a recolher coisas do chão e colocar em lugares mais elevados, nas prateleiras superiores dos armários e até mesmo por cima destes.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Contramão do tempo

 

Desde a antiguidade a natureza do tempo tem sido um dos maiores problemas filosóficos: a passagem do tempo, a forma como ele flui, sua linearidade, relação com o espaço. Como o percepcionamos?

Os  dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para os homens.  O tempo é democrático, mas nem tanto, oferece uma passagem só de ida e ao mesmo tempo pessoal e intransferível. É assim que você percebe o tempo?

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Ausente

Estranhando minha ausência?

Estou bem, não se preocupem.

Continuo morando no Brasil, fazendo anestesias, estudando medicina, filosofia, mágica, espiritualidade e canto. 

Não parei de escrever, pelo contrário, produzindo cada vez mais. No entanto não estou postando, pretendo lançar mais um livro em breve e isso está consumindo quase todo meu tempo literário. Mas é por uma boa causa, vocês verão.

Daqui a pouco volto. 

Até! 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

DISCURSO FORMATURA

 

Gostaria de dizer algumas palavras sobre aquilo que as fotos não mostram. Aquilo que está por trás da foto. O Sentimento.

 

As pessoas estão dizendo que eu deveria estar usando um babador ao invés de gravata nesta formatura. Pois é, estou babando mesmo, mas não é de hoje que eu babo pelo Leonardo. Babo nele desde o dia em que nasceu.

 

Poderia falar um montão de coisas do Leonardo. Que ele é um cozinheiro de mão cheia. Não gosta de lavar a louça, mas isto é outra história.

 

Que desde pequeninho ele gosta de cantar, já foi vocal de algumas bandas e ultimamente anda incorporando o Paul  Mac Cartney, o Elvis, o Mick Jaeger.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Por que precisamos de um porquê?

 

O paraíso mora dentro de uma caixa de brinquedos. A partir de qual idade crianças passam a ceder espaço em suas vidas despreocupadas, deixando de lado os brinquedos, para tentar entender a utilidade das coisas? O que acontece em suas cabeças que as faz virar a chave e abdicar de uma vida lúdica e prazerosa para começar a se interrogar sobre o funcionamento do mundo que as cerca?

Serão os adultos, preocupados com a educação infantil, os responsáveis por lhes roubar o paraíso ou faz parte da evolução natural da espécie humana a curiosidade e procura de respostas? Inesperadamente, de supetão, crianças passam a fazer perguntas sobre tudo, mas nem todas as respostas cabem num adulto.