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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

nós


A primeira a sair da casa dos pais foi ela. Queria um pouco mais de privacidade. Convidou o namorado, que, pego de surpresa, titubeou. Disse que ficaria com ela nos finais de semana, mas nos outros dias ainda moraria com o pai. Namoravam há quase cinco anos, ele foi o primeiro namorado dela e vice versa.

O projeto dele deu certo por alguns meses. Aos poucos foi ficando mais um dia, outro mais e quando se deu conta, voltava na casa do pai só pra buscar alguma roupa, livro ou vinho que estava precisando. Mais cinco anos se passaram até que num belo e iluminado dia decidiram casar.

O que teria motivado o casal a tomar esta decisão, afinal já moravam juntos, eram felizes e tinham pacto pré nupcial bem assegurado. Sonho de casar de véu e grinalda? Uma festa para família e amigos? Receber a benção divina? Oficializar uma situação de fato para conseguir cidadania italiana? Deixar um caminho preparado para os futuros filhos? Nada, nem ninguém os pressionava.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

PROBLEMAS DE CASAMENTO


Aconteceu com meu pai, e só fui saber agora, dois anos depois do seu falecimento. Certa vez uma noiva ao entrar na igreja, desencadeou uma crise de falta de ar tão intensa, que precisou ser levada ao hospital. Foi atendida por meu pai, especialista em asma e alergia, porém não conseguiu se recuperar a tempo de retornar à cerimônia. Infelizmente o casamento teve que ser cancelado. Convidados e familiares ansiosos, constrangidos e preocupados aguardaram na igreja até receberem a noticia de que a noiva passava bem e remarcaria uma nova data para o evento. Imaginem a situação do noivo.

Passada a crise, Anita, a noiva, iniciou um tratamento medicamentoso a base de vacinas dessensibilizantes e, concomitantemente, uma terapia de apoio, pois ataques de asma podem ser provocados por abalos emocionais. Combinaram que a data do matrimônio seria marcada quando médico, psicólogo e noivos estivessem tranqüilos de que aquela cena não mais se repetiria.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A carta de amor não escrita


Bom dia  Sr. Ildo,

Desde que assisti a sua palestra em Salvador, passei a ler seu site. Gosto do seu jeito de  encarar a vida e também do seu jeito de escrever. Estou com um problema e gostaria de pedir sua ajuda.

Minha noiva foi fazer uma pós graduação em São Paulo e vai ficar por lá seis meses. Gostaria de escrever uma carta apaixonada, mostrando todo meu amor e saudade, mas não sou bom em escrever. Será que o senhor poderia me quebrar este galho e escrever uma carta de amor para ela? Diga quanto o senhor cobra...