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segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Idioma dos olhos

 

Aprendi com uma fotógrafa que para demonstrar felicidade em uma foto não é preciso sorrir com a boca, são os olhos que transmitem o estado de humor. A importância está no olhar, não naquilo que se olha.

Quantas vezes você já viu aquilo que chamamos de “sorriso amarelo”? Boca sorrindo e olhos chorando, denunciando o estado de espírito em sofrimento.  Quando uma pessoa está bem, seus olhos transmitem essa energia positiva que se projeta direto na foto. Não há como enganar.

Aprendi com meu neto Bernardo, que agora completou um ano de idade, que a boca também não é necessária para ser entendido, os olhos conseguem dizer quase tudo.

terça-feira, 25 de abril de 2023

Idioma dos olhos

Aprendi com uma fotógrafa que para demonstrar felicidade em uma foto não é preciso sorrir com a boca, são os olhos que transmitem o estado de humor. Quantas vezes você já viu aquilo que chamamos de “sorriso amarelo”? Boca sorrindo e olhos chorando, denunciando o estado de espírito em sofrimento.  Quando uma pessoa está bem, seus olhos transmitem essa energia positiva que se projeta direto na foto. Não há como enganar.

Aprendi com meu neto Bernardo, que agora completou um ano de idade, que a boca também não é necessária para ser entendido, os olhos conseguem dizer quase tudo.

Quando brinco com ele e faço uma bolha de sabão, na tentativa de agarrá-la com as mãos, invariavelmente estoura. Ele me encara e seus olhos perguntam “onde foi parar a bola”? Ainda não tem capacidade de raciocínio para entender a fragilidade de uma bolha de sabão, o que ele quer mesmo saber é onde se meteu a tal bola que estava bem à sua frente, diante dos olhos.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Dê ao homem uma máscara e ele lhe dirá a verdade

Já percebeu que as fotos antigas, aquelas da época de seus bisavôs para trás, tinham algo em comum? Ninguém sorria. Nem mesmo reis, rainhas, imperadores, crianças, damas da sociedade. Até mesmo quando a família estava reunida em uma festa, os rostos não mostravam sinal algum de alegria. Será que a sociedade passava por tantos percalços que ninguém tinha vontade de sorrir? Claro que não.

Alguns sustentam que a sobriedade das pessoas era devida à falta de dentes, o que as envergonhava e obrigava a fechar a boca na hora das fotos. Ora, se quase todos eram banguelas, não precisariam se preocupar com a feiura da boca, já que se constituía em normalidade e ninguém iria depreciar esta condição ou se tornar menos atraente pela falta ou podridão de alguns dentes. Além disso, crianças pequenas ainda não sofriam deste mal e mesmo assim não sorriam.

Outra teoria, bem mais aceita, é a de que as câmeras antigas precisavam de um tempo de exposição extremamente longo para capturar uma foto e as pessoas precisavam ficar paradas, respirando lentamente e sem movimentos durante o procedimento. Sorrir, em geral, é algo inato, porém sorrir em frente a uma câmera não é algo instintivo, e forçar um sorriso mantendo-o aberto por um tempo que poderia variar entre cinco e trinta minutos era muito desconfortável, senão impossível. Fazer um rosto de sobriedade era bem mais fácil que manter um sorriso falso.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Invisível ou holofotes? A escolha na palma da mão.


Você entra no elevador com um vizinho e precisam subir juntos sete andares. Só que você não está com a menor intenção de conversar, tampouco de ser gentil. Como fazer para não parecer mal educado ou autista? Muito simples. Tire o celular do bolso ou da bolsa, aperte qualquer tecla, finja um certo ar de preocupação ou ansiedade e faça de conta que está se conectando com alguém muito importante. Imediatamente, e sem formalidade alguma, estará liberado para se alienar e ignorar totalmente quem estiver à sua volta.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Quem está no comando?


Certa vez uma fotógrafa me ensinou a sorrir. Explicou que para o sorriso ficar bonito, o segredo não era sorrir com a boca e sim com os olhos. É o brilho do olhar e não o branco dos dentes que transmite a beleza. Quem conhece um sorriso de verdade, sabe que nem todo palhaço é feliz. Se você olhar para a câmera e tentar enxergar por trás das lentes um amor, um sonho ou aquilo que faria você dançar no meio da rua, seus olhos vão transmitir graça e encanto. Nem é preciso sorrir, o olhar se encarrega da formosura.

Com a corrida acontece o mesmo. Não são as pernas que fazem correr, elas apenas nos transportam. Correr é muito mais que colocar um pé na frente do outro. Para correr é necessário ânimo, energia, determinação. O corpo é o veículo, mas o combustível é a paixão. Quando as pernas cansarem, experimente correr com o coração; provavelmente vai conseguir uma performance melhor, poderá contemplar a paisagem e até mesmo esquecer que está correndo. Quem treina por gosto não cansa, ama correr.