Luisa e Carlos já
namoravam há três anos e aparentemente se davam muito bem. Eventualmente
discutiam a relação, mas sempre em alto nível, jamais se ofenderam, alteraram a
voz ou agrediram-se mutuamente.
Certo dia, Carlos, num ato
falho (psicanalistas dizem que não existe), chamou Luisa pelo nome da ex, Ana.
A circunstância não vem ao caso, o fato é que não há como passar despercebido
ou ignorar. Luisa fez uma cara de espanto, deu um sorriso amarelado, falou uma
bobagem qualquer e, ato contínuo, acendeu uma luz vermelha piscante em sua
mente.
O que significava aquela mensagem? Seria um ato falho, um deslize, um engano, o primeiro sinal da doença de Alzheimer, uma mensagem subliminar? A luz vermelha piscava cada vez mais forte em busca de respostas.