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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

A frase perfeita é a que se vive, não a que se escreve


Escrever não é fácil. Às vezes passo uma tarde inteira tentando lapidar uma única frase, procurando o ritmo certo, a palavra que falta, o tom que faz tudo ganhar sentido. E, mesmo assim, muitas vezes o resultado não me convence.

Reescrevo. Corto. Recomeço do zero. São tardes e noites inteiras entregues às palavras. Escrever é assim: um exercício de paciência, solidão e entrega, onde o tempo deixa de ser cronológico e passa a ser interior.

Mas, nessa dedicação quase obsessiva às palavras, fui perdendo o mundo fora delas. Troquei cafés por capítulos, abraços por parágrafos, pessoas por páginas.  A vida foi ficando silenciosa, só eu e o ruído seco das teclas.

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Ausente

Estranhando minha ausência?

Estou bem, não se preocupem.

Continuo morando no Brasil, fazendo anestesias, estudando medicina, filosofia, mágica, espiritualidade e canto. 

Não parei de escrever, pelo contrário, produzindo cada vez mais. No entanto não estou postando, pretendo lançar mais um livro em breve e isso está consumindo quase todo meu tempo literário. Mas é por uma boa causa, vocês verão.

Daqui a pouco volto. 

Até! 

domingo, 9 de novembro de 2014

Meu problema não era a comida

Hoje não acordei bem. Senti um aperto na altura do estômago, uma sensação de saciedade e uma preguiça daquelas que nos aprisionam na cama. Olhei o relógio e vi que passavam das nove, mas não tinha a menor vontade de levantar. Queria mesmo era voltar a dormir pra ver se acordava melhor.

Não consegui. O pessoal que trabalha na pousada já estava circulando pelo corredor, especialmente dona Maria, que enquanto limpa os quartos, cantarola muito alto e faz alguns barulhos que me atrapalham o sono.

Além disso, fiquei pensando o que poderia ter causado aquele mal estar. Rolava na cama de um lado para outro enquanto tentava lembrar o que comera no dia anterior.

A noite havia sido ótima, não exagerei na comida nem na bebida. A única coisa diferente foi aquele vinho verde português servido durante o jantar. Tão logo vi aquele liquido verde na taça, estranhei a cor. O garçom percebeu minha estranheza mas foi esperto e atencioso. Rapidamente saiu explicando como era a fabricação e envasamento da bebida.