Sempre fui apaixonado por futebol.
Acho até que era um tanto fanático pelo meu clube, o Internacional de Porto
Alegre. Ia ao estádio assistir todos os
jogos, com chuva, frio ou vento forte. Ganhando ou perdendo, estava lá para ver
meu time jogar e torcer por uma vitória.
Aos poucos fui perdendo o
interesse, a ponto de hoje não assistir nem aos jogos transmitidos pela
televisão. Mas a apatia não foi sem motivo. O futebol se profissionalizou
demais, virou muito mais técnica que talento. O amor pela camiseta e a garra
que marcaram minha infância já não são os mesmos. E quando as coisas deixam de
ser feitas por amor e paixão e o dinheiro passa a ser o combustível, a graça e
a beleza murcham como flores sem água no deserto.
Meu fascínio pelo futebol acabou,
mas lá no fundo ainda ficou a lembrança dos bons tempos e o desejo de resgatar
a paixão de ir à campo vestindo a camiseta do clube, pintar o rosto com a cor
vermelho-paixão e voltar orgulhoso ao final da partida com o show de bola que
“meu” time apresentava. Tenho muita vontade de conversar com jogadores e
técnicos sobre futebol arte, competição e filosofia no esporte. Resolvi postar
algumas idéias na internet. Quem sabe o poder viral as dissemine e de uma
maneira indireta possa atingir meu objetivo.