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quarta-feira, 12 de outubro de 2022

BeBernardo

 

Bernardo, meu netinho querido:

Estou fazendo uma coisa muito antiga, escrevendo uma carta. Era assim que se fazia quando não existiam computadores, internet e outras mídias. Às vezes demorava semanas, até mesmo meses para que a carta chegasse a seu destino. Ocasionalmente nem chegava, se perdia pelo caminho. Consegue imaginar um atraso destes?

Pois é, sou desta época. Nem televisão existia, e quando surgiu, as imagens eram em preto e branco, tremidas, desfocadas e só existia um canal para assistir. São curiosidades do passado que talvez possam te interessar. Nesta troca de gerações, serei a recordação e você o futuro. Em outras, serei  experiência e você esperança. Tenho certeza que em algumas você será mestre e eu aluno. E assim vamos indo.

sábado, 24 de maio de 2014

Menos face, mais look


Mensagem recebida pelo Facebook: “Fiquei feliz em te ver no restaurante. Estás muito bem!”

Resposta ao amigo: “Querido Carlos, por que não vieste conversar comigo? Somos amigos e eu também ficaria muito feliz em te rever, trocar um abraço e algumas palavras. Dá próxima vez, deixa de lado o computador, a  rede social e senta comigo. Vai ser mais divertido.”

Estamos sendo dominados e virando prisioneiros da tecnologia que nós mesmos criamos. Só que a prisão não é uma cela pequena e escura onde ficamos isolados. Pelo contrário, é uma tela que nos oferece um  universo sem fronteiras, repleto de distrações e amigos virtuais. Podemos com um pequeno computador realizar mil atividades diferentes e concomitantes. Mandar e receber e-mails, mensagens, torpedos, assistir televisão, ver filmes, realizar buscas, namorar, fazer sexo, conectar com pessoas do mundo inteiro.

Entretanto, apesar da suposta liberdade, a pena é a mesma: Isolamento em uma vida pequena, trancada na solidão de uma telinha e amarrada a uma rede social virtual que prefere mostrar fotos e não emoções,  conversa horas sem contato visual, curte sem ao menos ler o que está escrito, cruza por você na rua e nem lhe cumprimenta.  Criamos telefones inteligentes e nos tornamos burros.