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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Meus apelildos


Toda pessoa tem um apelido. Você acha que não? Explico. Apelido em sua origem, significa o nome de família, ou seja, o sobrenome. Silva, Andrade, Perez, Alves, Viana... O que no Brasil chamamos de apelido, corresponde a uma característica, positiva ou negativa que se destaque para identificar determinada pessoa, objeto ou lugar. Baiano, padeiro, fofinho, manco, alemão, chefe, sabe tudo, vesgo, tagarela, filósofo...

Seja como for, além do sobrenome, tive vários apelildos em minha caminhada. Logo na infância e entrando por um tempo na adolescência, era conhecido como “ildomável”. Acredito que a faculdade de medicina conseguiu me adestrar. Depois de seis anos de estudo e treinamento, tornei-me o Dr. Ildo, um pouco mais tranquilo e metódico no trabalho.  Demorei um pouco para me acostumar a ser o Doutor Ildo, depois incorporei o codinome, estranhava e até mesmo achava desrespeito quando não me chamavam de Doutor.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A tartaruga que nos habita



Quando comecei a correr, fazia por esporte. Mais tarde, descobri que além do benefício saúde física, a corrida me deixava tranqüilo, bem humorado e inspirado para a vida. Não sei explicar como funciona, mas a sensação que tenho é que à medida que me desloco para frente, as preocupações vão ficando para trás.

Funciona como uma terapia alternativa. Se alguma ansiedade começa a incomodar, coloco o tênis, calção, boné e saio trotando. Troco percursos, inverto o sentido das ruas, acelero o passo, desço ladeiras. Preciso estar em movimento. Quase sempre, depois de uns 30 minutos de corrida, já me sinto bem melhor, sem apreensão alguma.

Aproveitando esta experiência do bem estar promovido pela corrida, decidi fazer um movimento diferente. Uma viagem sem destino fixo, sem horários e sem data para voltar, com todas as estradas que o mundo oferece abertas. Meus únicos compromissos seriam deixar a vida me levar e dar espaço para as emoções escolherem o melhor caminho.