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segunda-feira, 15 de junho de 2020

O que é que há?


Estamos casados há três anos. Sou design de interiores e meu marido trabalha com organização de grandes eventos (shows em ginásios e estádios). Não temos filhos. Nossa rotina, até bem pouco tempo,  era acordar cedo, enquanto um tomava banho o outro preparava a mesa do café,  saboreávamos juntos e em seguida, cada um partia para seu trabalho. Encontrávamos-nos à noite e sempre inventávamos algo diferente pra fazer. Nossa vida era maravilhosa, praticamente ainda estávamos em lua de mel, mas, como nada dura para sempre, surgiu esta pandemia do coronavirus e estragou tudo, nossa vida virou de ponta cabeça.

Eventos com aglomeração de pessoas foram cancelados por tempo indeterminado e sem previsão de retorno das atividades. Com isto, cessaram todas as rendas de meu marido e os afazeres profissionais também. Vivia em reuniões, ensaios, apresentações, viagens, o telefone não parava de tocar; agora, os negócios estão parados e ele paralisado. Com medo de se contaminar pelo vírus, fica trancado em nosso apartamento esperando por dias melhores.

Eu também. Meu trabalho como design já estava andando devagar, agora estacionou de vez. Quem vai pensar em investir na decoração da casa ou do escritório numa hora destas? Não tenho emprego, trabalho como profissional liberal e meus ganhos e compromissos também zeraram. Possuímos algumas economias guardadas que podem nos sustentar por um bom tempo, mas este não é o problema maior.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Beginning, middle and end

                                                     

When I started school I used to think writing was easy. All you had to do was start the essay with capital letter and finish with a full stop, adding the ideas in the middle. Later I learned for getting good grades on my essays they had to have a beginning, middle and an end. I do not know how, but this concept that things need to have a beginning and a well defined ending have followed the lives of many people.


“When I was 14 a boy asked me to go steady. It was a summer night and after dinner, while I was shooting the breeze with some friends, Dudu called me to the side and asked me. Later, when I went back home, at sleeping time, I had changed my “status”. There was no Facebook to post and announce the world, but from a moment to the other my life had changed, as if I had officially taken office and started, in that day and time, a new relationship. There was a clear change between before and after the proposal.


Falling in love with someone is a slow process. Intimacy and admiration grow with time and day after day the couple starts seeing each other as friends, lovers, accomplices. Clothing  and CDs begin to mix up. The couple has an urge to tell things to each other urgently and do not want to sleep alone anymore. Becoming a boyfriend or girlfriend should also be like this, with no milestones, formal proposals or watershed rituals. To find yourself so involved to the point you both feel your lives are intertwined and a loving partnership was made.