Sabe aquela situação onde você quebra o braço, precisa engessar e então começa a reparar um monte de gente com braços machucados como o seu? Ou quando quer comprar uma bolsa e de repente começam a desfilar na sua frente pessoas com marcas, cores e modelos diferentes? Parece que ficamos mais ligados e nossos sentidos começam a funcionar como um radar, detectando em qualquer lugar aquilo que estamos procurando.
Depois do episódio do cão que me acompanhou na corrida de rua e partiu por falta de despojamento meu em adotá-lo, passei a ficar mais atento. Olho para os lados na esperança de encontrar novamente minha alma gêmea corredora. Talvez esta atenção esteja exercendo algum poder de atração.
Depois de uma semana correndo e procurando sem sucesso o cão, uma adolescente começou a me seguir na rua, exatamente como ele fizera. Feliz e sorridente como uma criança brincando, seus passos ao meu lado eram leves e soltos. Percebendo que ela não teria fôlego para me acompanhar, diminui o ritmo e expliquei que tinha treinamento aeróbico e por isto minha velocidade era maior. Não convencida com o argumento, a menina levantou a blusa e mostrou sua barriga dizendo que estava em forma e iria correr comigo.