Quando alguém me diz que está com dor, eu acredito.
Não preciso sentir a dor dela. Muito menos comparar com a dor que eu sentiria no mesmo lugar. Dor não tem régua.
Como anestesista, aprendi que duas pessoas podem receber o mesmo estimulo e contar histórias completamente diferentes sobre o que sentiram.
Por isso, quando alguém diz que está doendo, a primeira coisa que faço não é discutir a intensidade da dor. É acreditar.
Depois tento ajudar. Mas nem sempre consigo.