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quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Sou feliz e não sabia

 

Algumas coisas são difíceis ou impossíveis de explicar ou definir com palavras. Se tentarmos enquadrá-las em algum conceito, imediatamente as perdemos. Quer um exemplo?

Felicidade é aquilo que sentimos quando comemos uma barra de chocolate. Será? Nem todos gostam de chocolate, e mesmo os que adoram, podem ficar felizes com o sabor doce em suas bocas, mas ao mesmo tempo, arrependidos por ingerirem calorias engordantes. Vou complicar um pouco mais.

Onde está escrito que não se pode estar feliz e arrependido ao mesmo tempo? Ou feliz e angustiado simultaneamente? O compositor Martinho da Vila já cantava: “Felicidade, passei no vestibular, mas a faculdade, ela é particular. Livros tão caros, tanta taxa pra pagar..”

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Você sabe o que eu sinto?

Por mais que o conhecimento médico tenha evoluído e se apossado de  recursos tecnológicos cada vez mais precisos, ainda assim, muito se faz necessário para que possamos conhecer como funciona o corpo humano. Quantos milímetros de pele, músculos, tecidos e ossos ainda precisarão ser pesquisados para que possamos dizer com segurança que dominamos integralmente a fisiologia e patologia do organismo humano?

Se o entendimento da parte corpórea já apresenta tamanha dificuldade, imagine o lado emocional? Será que algum dia teremos informação suficiente para decifrar os códigos do mais intrínseco enigma da raça humana?

Muito se tem estudado, mas ainda estamos engatinhando. A maioria das pesquisas direciona-se no sentido das tendências. Podemos imaginar, perante uma criteriosa análise do comportamento passado o que poderá se desenhar no futuro, mas nunca saberemos com exatidão o que passa na cabeça do outro.