sábado, 30 de março de 2013

Cabelo é coisa de mulher

Quando o homem passa a viver ao lado de uma mulher, seu cabelo passa a ser dela.

Vai dar palpites sobre o comprimento, tipo de corte, xampu, condicionador, freqüência de lavagens e até mesmo indicar o salão. Palpites são, na verdade, ordens. 

O homem, por mais atento que seja, dificilmente percebe quando a mulher muda o penteado ou corta as pontas. Não tem autoridade.

Talvez contando minha história, possa alertar outros homens a consultar uma mulher antes de mexer em seus pelos. Foi em Atlântida, num verão dos anos 80, quando era moda “parafinar” as cabeças. Os jovens ficavam com os cabelos descoloridos e amarelados, como se houvessem sido queimados de tanto sol. Quis entrar nesta onda. O farmacêutico, muito solícito, explicou que aplicando água oxigenada nos cabelos, ou mais precisamente, um produto chamado Blondor, e depois se expondo ao sol, alcançaria a malandragem.

Don't mess with your hair

  
Once a man is living with a woman his hair belongs to her.

She will give her opinion about length, haircut, shampoo, conditioner, how often you have to wash and even the hair stylist. Not really opinions, orders.

A man, even the most attentive one, hardly realizes when a woman changes her hairstyle or has a haircut. It´s not his cup of tea.

Maybe telling my story I can warn other men to ask a woman before doing anything with their own hair. This happened in Atlantida, during a summer in the 80’s, when it was fashionable to have blond hair, like surfers had. Teenagers and young adults used to lighten their hair as if it were sunkissed. I wanted to join this trend. A pharmacist gently explained I could have this effect applying hydrogen peroxide on the hair, or even better a product called Blondor, and taking some sun.

terça-feira, 12 de março de 2013

Qual teu trauma?

- Tenho trauma de galinha!
 
- Como assim? Que coisa mais estranha, explica melhor. Trauma de galinha com pena ou trauma de mulher galinha?
 
- Não, meu trauma  é do  bicho galinha, aquele animal que faz cocóricocó. Espera um pouco, tenho trauma de mulher galinha também, mas este não me incomoda tanto.
 
- Entendi, mas como é que uma galinha te deixou traumatizado?
 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Em caso de paixão, use o cérebro!



Bom dia
A pauta de nossa reunião hoje é curta, mas de importância vital para nossa integridade. A situação está piorando, os resultados péssimos e as queixas se acumulando. Se continuarmos assim, seremos ultrapassados pela concorrência e logo decretaremos falência. Chamei vocês dois aqui, Coração e Cérebro, em regime de urgência, para comunicar  uma pequena alteração em suas atribuições.
Coração, teu desempenho das funções orgânicas tem sido excelente ao longo de todos estes anos, mas no que tange as questões ditas “do coração”, está deixando a desejar. Continua a se comportar como um adolescente. Será que todos os treinamentos e reciclagens pelas quais temos investido não surtiram efeito?
Em primeiro lugar, comete erros de seleção dignos de um estagiário. Mais ainda, repete com freqüência o mesmo padrão. Esqueceu as lições que o cérebro te ensinou sobre sinais de que o outro está desinteressado? Mesmo depois de todas nossas conversas ainda é ingênuo, mole e inocente demais. Demora muito para escolher alguém, mas quando isso acontece, é totalmente passional. Cria lógicas malucas, nunca pede parecer algum para o cérebro e decide tudo sozinho. Doa-te por inteiro, não cobra nada, acredita que todos são sinceros e ama com todas as forças.


Falling in Love? Call the brain!



Good morning
Our meeting this morning will be short but of crucial importance to our integrity. The situation is getting worse, results are terrible and complaints pilling up. If we insist on going this way we’ll be outdone by competitors and file for bankruptcy. I called both of you here, Heart and Brain, urgently, to announce some slight changes in your attributions.
Heart, your performance of organic functions has been excellent for all years, but considering the so called “matters of the heart” you are coming up short. You still behave like a teenager. Haven’t all those training and retraining programs had any effect?
First, you make selection mistakes worthy of an intern. Besides that you frequently repeat the same pattern. Have you forgotten the lessons about the signals the other is not interested? Even after all our talks you are still naive, too innocent and a fool. You take a lot of time to choose someone but when it happens it is totally passionate. You create a crazy logic, never ask the brain any advice and decide everything by yourself. You give all of you, do not deman anything, believe everyone is sincere and love with all your strength.