Não quero te ver. Não tenho
vontade de te beijar. Não controlo mais meus sentimentos. Não sei se é o
correto. Não pergunte o que aconteceu. Não sei lidar direito com o amor. Não
sei me entregar. Não me leve a sério. Será que estas expressões refletem o fim de um
relacionamento ou de um amor? Depende...
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Para que serve a inteligência?
Você sabe o
que é inteligência artificial? Em geral nosso conhecimento sobre o
assunto não vai muito além de pensar em algo parecido com
um computador super inteligente. Na verdade, inteligência
artificial ainda é uma mistura de sonho e realidade.
A tecnologia
já foi alcançada. Máquinas com capacidade de memória, raciocínio e
argumentação superiores aos humanos estão disponíveis em qualquer
esquina, no entanto, carecem de recursos emocionais. Até
onde isto pode ser considerado inteligência? Como
o próprio nome diz, são apenas máquinas que buscam dados armazenados e os
combinam em alta velocidade.
Cientistas
buscam ir além e compreender o fenômeno da inteligência, procurando decifrar o
modo como os seres humanos pensam e representam suas vivências. Elaboram
teorias e modelos matemáticos de inteligência e depois os transferem para
dentro de computadores, com o objetivo de multiplicar a capacidade racional do
ser humano de resolver problemas, pensar ou, em última análise, ser
inteligente.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Antes de adormecer o corpo, é preciso convencer a alma
Durante anos trabalhando como anestesiologista, acompanhei milhares de pacientes e aprendi que é possível planejar a qualidade do sono que lhes é oferecido. No inicio da profissão, realizava o procedimento de maneira estritamente técnico-científica. Instalava um cateter no braço do paciente, injetava o anestésico, fazia-o dormir, mantinha seus sinais vitais estáveis, e, finalmente, acordava-o devolvendo-lhe o controle de sua vida. Fazia o papel de uma sentinela que zelava pela segurança física durante o sono involuntário.
De tanto observar o sono alheio, percebi que nem todos adormeciam da mesma maneira, e nem todos despertavam igual. Mas isto não tinha nada a ver com o tipo ou dose de anestésico que estava utilizando. O estado emocional dos pacientes é que fazia a diferença no dormir e acordar.
Enquanto uns se entregavam ao sono, outros resistiam. Enquanto alguns dormiam serenamente, outros se agitavam. Enquanto outros aparentavam felicidade, outros mais estavam contraídos e lacrimejando. Aprendi também que se o sono for bom, o acordar é melhor ainda. O contrário também é verdadeiro, aqueles que vão dormir intranqüilos, não terão paz e o sono será um verdadeiro castigo. Acordarão massacrados e enfrentarão um péssimo dia seguinte. Quem dorme com dúvidas, passa o dia sem certezas. Por conta de tudo isto, passei a encarar o sono como algo sagrado e me preocupar com o ritual da entrega ao sono.
sábado, 24 de maio de 2014
Menos face, mais look
Mensagem recebida pelo Facebook: “Fiquei
feliz em te ver no restaurante. Estás muito bem!”
Resposta ao amigo: “Querido Carlos, por
que não vieste conversar comigo? Somos amigos e eu também ficaria muito feliz
em te rever, trocar um abraço e algumas palavras. Dá próxima vez, deixa de lado
o computador, a rede social e senta comigo. Vai ser mais divertido.”
Estamos sendo dominados e virando
prisioneiros da tecnologia que nós mesmos criamos. Só que a prisão não é uma
cela pequena e escura onde ficamos isolados. Pelo contrário, é uma tela que nos
oferece um universo sem fronteiras, repleto de distrações e amigos
virtuais. Podemos com um pequeno computador realizar mil atividades diferentes
e concomitantes. Mandar e receber e-mails, mensagens, torpedos, assistir
televisão, ver filmes, realizar buscas, namorar, fazer sexo, conectar com
pessoas do mundo inteiro.
Entretanto, apesar da suposta liberdade, a
pena é a mesma: Isolamento em uma vida pequena, trancada na solidão de uma
telinha e amarrada a uma rede social virtual que prefere mostrar fotos e não
emoções, conversa horas sem contato
visual, curte sem ao menos ler o que está escrito, cruza por você na rua e nem
lhe cumprimenta. Criamos telefones inteligentes e nos tornamos burros.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Como identificar alguém especial
Nem todas as pessoas
que cruzam por nossas vidas são iguais. Algumas vão se tornar
muito importantes; outras vão passar e não deixarão nada, nem
lembrança. Mas, de vez em quando, surge alguém com uma britadeira na mão, fura
um buraco bem fundo em nossa frente, finca uma bandeira e mostra que veio pra
ficar.
Traz uma mala grande e
pesada cheia de espontaneidade, paz, poesia, humor, amizade, companheirismo,
amor e se instala definitivamente em nossas vidas. Essas pessoas são
especiais e difíceis de encontrar. Como identificá-las?
Chegam de mansinho, por casualidade, sem aviso, sem cartão de visita,
sem intenção ou obrigatoriedade de agradar. Não usam máscaras ou carapuças. Não
são perfeitos e não fazem o menor esforço para se tornarem especiais,
simplesmente são. Atrasam-se, dormem assistindo filmes, detestam ar
condicionado, deixam queimar o risoto de limão siciliano, tem um dedo meio
torto, mas são pessoas por quem vale a pena relevar os defeitos.
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