quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A tartaruga que nos habita



Quando comecei a correr, fazia por esporte. Mais tarde, descobri que além do benefício saúde física, a corrida me deixava tranqüilo, bem humorado e inspirado para a vida. Não sei explicar como funciona, mas a sensação que tenho é que à medida que me desloco para frente, as preocupações vão ficando para trás.

Funciona como uma terapia alternativa. Se alguma ansiedade começa a incomodar, coloco o tênis, calção, boné e saio trotando. Troco percursos, inverto o sentido das ruas, acelero o passo, desço ladeiras. Preciso estar em movimento. Quase sempre, depois de uns 30 minutos de corrida, já me sinto bem melhor, sem apreensão alguma.

Aproveitando esta experiência do bem estar promovido pela corrida, decidi fazer um movimento diferente. Uma viagem sem destino fixo, sem horários e sem data para voltar, com todas as estradas que o mundo oferece abertas. Meus únicos compromissos seriam deixar a vida me levar e dar espaço para as emoções escolherem o melhor caminho.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Correria sem sentido

A palavra que mais se escuta neste final de ano é “correria”. Para onde e porque as pessoas estão correndo? Se não souberem onde querem ir, não chegarão a lugar algum. Qual o sentido desta correria? Qual o sentido da vida? Depende.
Vamos aprofundar um pouco mais a questão?
Depende do significado da palavra sentido. Se for para designar a direção e orientação de um movimento, como nas expressões “sentido único”, “sentido obrigatório”, minha resposta é que o sentido da vida deve ser para frente. Não precisa de mapa, nem GPS. Siga vivendo, ultrapasse as barreiras, contorne as curvas e então comece a subir.
Se for para designar as trocas de informações com o meio ambiente através dos órgãos dos sentidos, diria que o sentido da vida se conjuga no verbo sentir, e não no verbo ter. Toque, cheire, prove, deguste, escute, veja e então comece a subir.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Sem dúvida alguma

O programa era sobre "Ética nos relacionamentos - fidelidade".
Telespectadores enviaram tantas  perguntas, que a duração de uma hora não conseguiu responder todas as questões.
Engraçado, pois este assunto não deveria gerar dúvida alguma.
Se quiserem assistir, a gravação está no link abaixo. A qualidade da reprodução via internet não é das melhores, mas quebra o galho.
http://www.livestream.com/olhartvonline/video?clipId=pla_e1992c04-363e-47bf-b57f-1210181e214b

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Por que o lançamento do livro aconteceu em uma boate?

A boate Wynn recebeu na noite desta terça-feira cerca de 200 pessoas que prestigiaram o lançamento do romance filosófico O Velho Bah, quarto livro lançado pelo filósofo clínico Beto Colombo. A obra de pouco mais de 100 páginas, inspirada em episódios marcantes ou curiosos da vida do autor, tem como característica conduzir o leitor para dentro de suas próprias convicções e analisá-las com outro olhar a partir dos ensinamentos de um velho andarilho, de pensamentos de personagens importantes da Filosofia e da experiência pessoal e intelectual do próprio Beto Colombo.
Mas porque, afinal, o lançamento de O Velho Bah se deu em uma boate. O leitor que viajar junto nessa estória vai perceber que em determinado momento um ambiente ou estabelecimento como a Wynn se apresenta nas páginas do livro.
Encarregado de fazer a apresentação de O Velho Bah nas primeiras páginas, o médico e especialista em filosofia clínica Ildo Meyer fez um divertido trocadilho do livro com sua origem gaúcha.
“Sou de Porto Alegre, onde o famoso Mas Bá, tchê é usado para definição das coisas legais. E assim é esse livro do Bah. Diz um ditado que não se confia no homem de um livro só, pois o Beto Colombo agora já tem quatro livros”, contou Meyer.
Em um discurso rápido, Beto Colombo falou  sobre  algumas partes do livro, destacou a participação de pessoas decisivas na elaboração, produção e divulgação da obra, e fez uma pequena homenagem a um grupo específico de ouvintes de suas crônicas na Rádio Som Maior,algumas mulheres, como ele mesmo diz, que o incentivaram a lançar essa obra literária.

sábado, 23 de novembro de 2013

Mais que leitura, reflexões

“Qual a diferença entre o cientista e aquele que tem fé?”. Essa é uma das questões impostas ao personagem central deste romance, mas pode ser também uma questão a ser refletida por você, caro leitor.

Quero antes de tudo agradecer ao amigo Beto Colombo: obrigado duas vezes. Não apenas pelo convite para escrever essa apresentação, mas pelo livro em si. Chegou em boa hora! Fez-me pensar,  e já causou alguns estragos construtivos.

O ponto de partida da estória (ou seria história?), é a aparição de um pássaro na cama do personagem narrado na primeira pessoa pelo próprio autor e que acabou envolvendo toda a sua família. Mas não se tratava de qualquer pássaro, era um urubu.