Enquanto você lê estas
palavras em segurança, mulheres em Teerã arriscam a vida queimando véus em
praça pública. O que começou como um protesto em um país distante virou um
grito impossível de ignorar. Não é só sobre o Irã. É a voz de uma geração que
cansou de ter o destino escrito por mãos que não as suas. Mulheres finalmente
decidiram que não precisam de permissão para existir, muito menos ocupar o
mundo.
Durante
séculos o roteiro para as meninas era simples e previsível: ser princesa.
Vestido rosa impecável, cabelo perfeito, voz contida. Lindas, delicadas, prendadas, bondosas, educadas, e silenciosas. Não eram
protagonistas, eram decorações à espera de um resgate.
A história acontecia ao redor delas, não por causa delas. Objetivo final?
Ser escolhida. O beijo, o altar, o
casamento e o felizes para sempre, que na verdade era apenas o fechamento
elegante de outra jaula dourada.
Mas alguma coisa mudou, o roteiro rasgou. As princesas estão se transformando. As meninas ainda gostam da coroa, ela não sumiu, continua lá brilhando, fascinando, prometendo magia. Mas começou a ficar apertada demais para uma cabeça que está crescendo, pensando e questionando.