terça-feira, 27 de outubro de 2015

Pais não morrem, ficam invisíveis

Aos poucos foi perdendo as forças. Não tinha mais energia para caminhar e, contra vontade, tornou-se refém de uma cadeira de rodas. Não bastasse essa perda de autonomia, ficou dependente de um cateter contínuo de oxigênio para respirar.

Assim evoluiu nos últimos dois anos a doença de meu pai - fibrose pulmonar – enfermidade incurável, que gradativamente vai entupindo os alvéolos, prejudicando a respiração e tirando o fôlego para toda e qualquer atividade física. Apesar da asfixia progressiva, permanecia completamente lúcido e consciente de seu prognóstico.

Ainda não consigo precisar se esta clarividência quanto a seu futuro foi algo bom ou ruim. Para mim, a despeito da tragédia que se anunciava, foi uma benção. Tive tempo de resgatar toda uma coleção de afetividade que havia ficado para trás e, sem pressa, me despedir um pouco a cada dia. Nem todos podem ter esta oportunidade.  Para ele, sei que alguns momentos foram difíceis. Não raro o surpreendíamos chorando ou implorando por socorro e um pouco mais de ar. Nunca havia se imaginado doente, não queria nos dar trabalho, não sabia como se comportar, muito menos como enfrentar a doença que o consumia. Tampouco nós – esposa, filhos e netos.


Não queria que seus amigos ou pacientes o vissem na posição de “doente”, afinal, sempre fora reconhecido como  Dr. Meyer, o médico especialista em asma e alergia. Por conta disto, poucas vezes aceitava visitas ou tinha vontade de sair de casa. As exceções eram festas de aniversário, casamentos, circos e shows de mágica. Torcíamos para que alguém o convidasse para uma boa festa ou algum espetáculo interessante surgisse na cidade. Funcionavam como remédios para sua alma. Com o passar do tempo, nem isto conseguia animá-lo.

Ficava na cama esperando que a medicina encontrasse a cura para sua doença ou Deus realizasse um milagre. Apostava nas duas frentes com a mesma intensidade. Enquanto isso, obedecia fielmente todas as prescrições médicas, fazia exercícios respiratórios e ingeria seus remédios rigorosamente. Alienada e implacável, a enfermidade progredia, entupindo seus pulmões e deixando-o cada vez mais fraco e dependente.

A qualidade de vida foi se tornando quase que insuportável. Não conseguia ficar mais de três minutos sem oxigênio suplementar. O cateter que lhe fornecia o ar para sobreviver era muito rígido e machucava suas narinas. Não encontrava posição que suavizasse o incômodo. Seus dias ficaram reduzidos a controlar o horário dos medicamentos, ajeitar uma posição ideal para o cateter, esperar o momento do fisioterapeuta chegar, fazer suas necessidades, se alimentar e cochilar. A dispneia lhe impedia um sono tranqüilo,  dormia sentado na poltrona para melhorar a respiração. Perdeu o apetite, a vontade de ler, de mexer no computador, de assistir televisão. Só não perdeu a esperança.

Esperava pela cura, pelo milagre, por um novo medicamento, por uma mágica surpreendente. Jamais desistiu. Esperava também pelos filhos, que passaram a visitá-lo todos os dias. No inicio, nos mandava embora, dizendo que não estava morrendo e não precisávamos ficar à sua volta. Nos últimos meses, já bastante fragilizado, insistia para que permanecêssemos por perto. Seus olhos tristes pressentiam que o fim se aproximava, olhava insistentemente para o relógio esperando o milagre ou quem sabe a chamada para a eternidade.

Sei que não precisava lembrar nada disto. Poderia ficar com a imagem do pai forte, trabalhador, disposto, sábio, bondoso e brincalhão. Poderia falar dos cargos, títulos, honrarias e serviços prestados à comunidade. Estes atributos são notórios e públicos, todos que com ele conviveram puderam testemunhar. Não precisava recordar os suspiros, gemidos, dificuldades físicas e embaraços emocionais que o atingiram de surpresa e em cheio. No entanto, achei que não deveria deixar passar em branco como foram seus últimos dias, pois apesar do sofrimento que lhe afligia, ainda assim, desenganado e despojado de sua autonomia habitual,  conseguiu  expressar claramente seus medos e sua preocupação antes de nos deixar.  

Em meio a um jantar, surpreendeu a todos dizendo para sua esposa que em breve partiria, mas não queria mais ouvi-la falar que não saberia viver sem ele. Estava morrendo, mas lhe deixava a incumbência de continuar cuidando dos filhos, só assim poderia ir em paz. Nos entreolhamos, baixamos as cabeças e engolimos cada letra de suas palavras.  Houve uma exceção, minha mãe, que em tempo algum admitiu sua perda e fez o possível e o impossível para mantê-lo conosco. Ainda hoje não se conforma, mas obedece seu pedido.


A doença inverteu a ordem natural da vida e nós, os filhos, nos tornamos pais dos nossos pais. O pai que morria um pouco a cada dia e a mãe, que exausta, não tinha mais forças para cuidar do marido vinte e quatro horas por dia. Tivemos a oportunidade de retribuir todo cuidado e carinho que recebemos desde o nascimento. Lembro quando meu irmão comprou a bicicleta ergométrica utilizada na fisioterapia e a entregou para meu pai dizendo que estava lhe devolvendo a primeira bicicleta que este lhe dera aos cinco anos de idade.

Quando perdeu as forças para se barbear, mandou me chamar, como filho homem, para escanhoar seu rosto e demonstrar para as auxiliares de enfermagem, a técnica que havia me ensinado na adolescência. Comprar um barbeador e iniciar o filho na arte de raspar os pelos que começam a surgir é um ritual de passagem, retribuir este gesto no pai debilitado é uma honra. Não tive como segurar as lágrimas Carregarei para sempre a lembrança de meu pai fechando os olhos e entregando com confiança absoluta sua face para que eu deslizasse a lâmina de barbear.

Ainda na fase em que se encontrava mais disposto, pediu que todos saíssem do quarto pois queria ficar a sós comigo. Imaginei que iria fazer uma confissão, um pedido ou algo parecido. Nada disso, queria me ensinar seu truque de mágica mais precioso, um segredo que poucos conheciam. A primeira vista pode parecer algo muito infantil, no entanto foi um gesto emblemático. Mágicos não costumam contar os segredos de seus truques, nem mesmo para os colegas. É nisto que reside a graça e a arte do oficio. Entregar seu melhor truque de mágica, o mais impactante, foi como doar seu tesouro secreto, guardado a sete chaves, e confiar que estava seguro em minhas mãos. Simbolicamente estava me entregando a cartola e a varinha mágica que não conseguia mais segurar.

Não quero ser injusto relatando apenas meus momentos de troca. Situações como essas aconteceram todos os dias. Sei que filhos, netos e esposa aprenderam muito sobre o sentido da vida através do sofrimento que experimentaram. Todos cresceram com a debilidade do líder do clã. 


Acompanhamos todas as etapas da sua decadência fisica. Assim como pais vão soltando e se desligando dos filhos à medida que estes crescem, no sentido inverso, fomos acolhendo e suprindo nosso pai a cada perda que lhe subtraia. As duas irmãs e a mãe, com seu instinto materno, se superaram. Era como se tivessem ganho um novo filho.  Alimentavam-no oferecendo comida na boca, contando histórias e forçando para que engolisse mais uma ou duas colheradas. Empurravam a cadeira de rodas tal qual um carrinho de bebê, cantarolavam canções de ninar para que adormecesse,  escutavam-no repetir várias vezes o que dissera minutos antes,  acalmavam-lhe quando o ar faltava. 

Praticamente nos mudamos todos para o quarto de meu pai e ali permanecemos até seus derradeiros minutos. Ficávamos em cima dele, atentos ao menor movimento, como se estivéssemos cuidando de um recém nascido indefeso. Sabíamos que a medicina havia esgotado seus recursos, que seus dias estavam contados, e nada nos restava  fazer senão oferecer a última, e talvez a única coisa que poderíamos lhe alcançar naquela situação desesperadora: retribuir, compensar e agradecer todo o amor que nos proporcionara.  A dor era grande, mas o amor foi maior.

Seus últimos meses foram difíceis, mas aproveitamos cada minuto. O pai foi embora com a certeza que seus filhos estavam ali, perto dele, junto com ele. Tivemos a graça de nos despedir, redimir, perdoar, abraçar e combinar como e onde nos encontraríamos nas próximas existências. Não vou ficar com uma imagem ruim de meu pai doente, muito pelo contrário, ironicamente, na fase de sua maior deficiência, foi quando conseguimos melhor nos tocar e sentir como pai e filho. Quem era o pai e quem era o filho já não importava mais.  Foi a melhor das despedidas.

Alguns pais morrem em vida, outros não morrem jamais. Tornam-se invisíveis. A dificuldade desta nova forma de existência é saber onde encontrá-los, pois às vezes temos vontade de mostrar ou contar algo e não estão mais ali, disponíveis e prestativos como antes. Com meu pai não terei este impedimento. Será muito fácil contatar e até mesmo senti-lo a meu lado.

Cada vez que um circo chegar à cidade, sei que meu pai gostaria de estar com toda a família sentado no camarote principal comendo pipoca e chocolate. É lá que vou encontrá-lo rindo feito criança. Cada truque de mágica que fizer, sei que estará atrás de mim, escondendo o coelho, alcançando a varinha e movendo meus braços. Em cada pequeno milagre da vida, sei que posso contar com sua mão, agora invisível e definitivamente mágica, para interferir e nos proteger.

Este texto é uma mistura de desabafo,  homenagem e  agradecimento a todos que nos acompanharam nesta jornada de amor e dor. Também é um pedido de desculpas àqueles que, de uma maneira ou outra, foram ou sentiram-se descuidados.  Um filho só perde o pai uma vez na vida. Sempre será um abalo, uma perda, um vazio. Meu pai partiu sofrendo e triste. Não queria nos deixar, mas partiu com graça, dignidade, amor e certeza da missão cumprida.

Pai, grato por tudo e para sempre.

24 comentários:

  1. Li atentamente e fiquei emocionada! O que mais a familia poderia ter feito? Resposta categórica: nada. Vocês foram e deram o melhor! Podem dormir o sono merecido. Com certeza ele descansou em paz! Um abraço amigo!

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  2. Ildo, fiquei emocionada com seu texto sensível e amoroso. Não tenho palavras para lhe dar as mãos e apenas dizer: Força amigo! Assim tereia dito Flora. Bjs Rosângela das Minas Gerais

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  3. Gostaria de ter escrito este texto é não mudaria nem uma vírgula pois meu pai também nos deixou com a mesma doença e o mesmo sofrimento, mas a certeza de ver seus filhos e netos recebendo os mesmos cuidados e a fé ensinada como missão - Milton Wainberg

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  4. Pais não morrem .....Hou! Conheci teu pai sem nunca te-lo visto. Aprendi a respeita-lo pelo respeito que você demostrava ao falar dele. Vivi um pouco desses momentos ao teu lado quando você se abria à respeito.
    Pais ficam invisível . Sei como é. Gratidão por compartilhar - Beto Colombo

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  5. Brenda Ribemboim Bliacheris 27 de outubro às 22:38 Se pudesse aplaudiria de pé. Só quem já perdeu O pai percebe o sentido e o valor das palavras de seu irmão. Ele escreveu com a alma, com o coração e representou toda a linda família de vcs. Seu pai sabe e se orgulha, tenho certeza. Um forte abraço e um grande beijo, amiga querida

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  6. Fernando Sehn 27 de outubro às 20:57 Ildo o teu pai não morrerá nunca na memória daqueles que o conheceram, Dr Mordko certamente esta pasando filmes marcantes para os meninos do paraíso;abraço.

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  7. Sandra Mallmann da Rosa 27 de outubro às 20:58 Quem já perdeu o pai ou outra pessoa muito querida entende muito bem as tuas palavras e todo o misto de sentimentos que tiveste neste capítulo final da vida dele. Fiquei muito emocionada com o teu texto. Por mim. Por ti. Meus sentimentos e fica em paz, pois com certeza ele se sentiu amparado em todos os momentos.

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  8. Nina Rosa Salgado 27 de outubro às 21:07 Querido amigo.... tuas palavras me emocionaram muito.. .. vivo situação semelhante. ..espero estar contigo o mais breve possível. ..um abraço

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  9. Lindo o texto, demonstra o amor a união, o legado que seu pai deixou, uma família abençoada, embora com a dor, soube encontrar a felicidade, na simplicidade de um olhar, gesto ... Meus sentimentos.

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  10. Dr. Ildo Meyer,

    Emocionante e muito comovente seu relato. Seu pai foi um grande homem, um grande médico e um grande e ardoroso mágico amador. De suas mãos (e de mais dois) recebi o meu primeiro prêmio nacional participando em um festival mágico em São Paulo no ano de 1975... e também, em 1997, a minha primeira Comenda. Ambas as fotos estão registradas para a posteridade em meu website, na página de minha biografia ilustrada (http://www.kardini.com.br/biogr_kardini_documentada.htm)

    Esteja onde Dr. Mordko Mejer (Mágico Prof. REJEM) agora estiver sei que estará olhando para todos nós com a mágicac alegria que sempre nos contagiava.

    Viktor
    KARDINI

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  11. Foi com imensa tristeza que li a despedida do Ildo.

    E de todos da familia

    Inúmeras Recordações passaram pela minha mente. Todas alegres,, divertidas, intimas

    ,comunitárias , que por muitos anos tivemos o privilegio de te-lo como colaborador da Revista O Hebreu. O destino quis que parássemos de publicar a revista que já estava em seu 24 ano, também por motivos de saúde.

    Só quero deixar meu abraço a todos e a saudade


    Dos anos de convivência com vocês através da querida pessoa de Mordko Meyer. - Rosa Saposnic Chut

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  12. Dr. Mordko Meyer foi o meu melhor amigo, desde sempre.

    Quando fomos morar na Rua Giordano Bruno a família Meyer foi para a Rua Miguel Tostes.Nossos encontros foram repetidos quasi todos os dias. Logo Mordko tornou-se lider do então CSI e de imediato impôs a minha inclusão na Diretoria. Muitos anos estavamos próximos as atividades sociais. Foi criado o " Casal 10 ".

    Eramos tão proximos na amizade, que em caso de viagem do Casal Meyer, a Janete gostava de dar toda a atenção para a Marli. As ocorrências eram de amizade forte. Uma vez, o meu pai Marcos Cantergi caiu na rua e a Janete o levou ao Pronto Socorro, o Diretor Dr. Mordko o atendeu de imediato e o hospitalizou.

    Sempre que necessário o Mordko me atendia no Consultório. Sentimos muito a situação criada com a doença do Mordko.

    A sua morte trouxe uma falta que nunca esqueceremos. Só podemos registrar Saudades...Saudades... e uma boa lembrança.




    Adolpho e Janete Cantergi

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  13. Ildo: Sinto muito, não sabia que o seu pai havia falecido. Ele esteve aqui em Curitiba há alguns anos. Eu era presidente do Centro Israelita e passamos um ótimo fim de semana, passeando e conversando. Ele trouxe aquele maravilhoso livro calendário e vendemos os exemplares no clube.

    Meu marido e eu ficamos encantados com a alegria e simpatia dele.

    Eu recebia sempre os emails maravilhosos, ele era um expert em informática. Depois eu soube que estava doente. Estou consternada, por favor transmita os nossos sentimentos para a sua família e em especial para a sua mãe. Abraços,

    Martha Schulman.

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  14. QUERIDA FAMÍLIA MEYER,

    QUERIDA ROSINHA,

    SHEMÁ ISRAEL.....EU NÃO SOUBE!!!!!!!!

    ACABO DE RECEBER EM MEU EMAIL ESTE COMUNICADO...DE HÁ DOIS MÊSES!!!

    QUEM LHES ESCREVE É SARA LÉA NIGRI, DE SÃO PAULO.

    CONHECI O QUERIDO MORDKO, (Z´L), ATRAVÉS DA LEITURA DE SEU "CALENDÁRIO JUDÁICO" - HÁ 15 ANOS, QUANDO ENTÃO PASSAVA PELO MESMO MOMENTO QUE A FAMÍLIA MEYER PASSA AGORA:
    PERDIA ENTÃO, O MEU INESQUECÍVEL PAI, PINCHAS GOLDBERG, (Z´L), EM ISRAEL.

    FOMOS À ISRAEL PARA AS DESPEDIDAS FINAIS, PORÉM, INFELIZMENTE, JÁ NÃO O ENCONTRAMOS COM VIDA.

    COUBE-NOS O RITUAL TODO, QUE VOCÊS ACABAM DE TRILHAR E AS REZAS FORAM EFETUADAS NA SINAGOGA "AM ISRAEL CHAI", SITUADA DENTRO DO KIBUTZ BRASILEIRO "BROR-CHAYIL", EM SHAAR HANEGEV, SINAGOGA ESTA CONSTRUÍDA E DOADA AO KIBUTZ PELO MEU INESQUECÍVEL PAI.

    COMO ACONTECEU O MEU CONHECIMENTO COM O QUERIDO CASAL MORDKO, (Z´L) E A A ROSINHA ( AD MEÁ VE ESRIM), COMO ELE, CARINHOSAMENTE SE DIRIGIA A ELA?

    VOLTANDO DE ISRAEL, FIZEMOS O "SHELOSHIM" NA SINAGOGA "CONGREGAÇÃO MONTE SINAI", DE RITO "SEFARADI", POIS É A SINAGOGA FUNDADA PELA FAMÍLIA DE SALIM M. NIGRI, MEU MARIDO, EMBORA EU SEJA "ASHKENAZI".

    ENCANTEI-ME COM A LEITURA DO "CALENDÁRIO JUDÁICO" E ENTREI EM CONTATO TELEFÔNICO COM O QUERIDO MORDKO, (Z´L), COM O QUAL FIZ UMA AMIZADE IMEDIATA, PRINCIPALMENTE, QUANDO ELE SOUBE DO MOTIVO PELO QUAL EU O ESTAVA CONTATANDO.

    APÓS A LEITURA DE SEU IMPRESCINDÍVEL LIVRO, RESOLVI "ADOTÁ-LO" COMO UMA BÍBLIA RELACIONADA COM A....LEMBRANÇA DA ALMA DE MEU QUERIDO PAI, (Z´L).

    RESOLVI OFERTAR A CADA UM DOS PARTICIPANTES DO "SHELOSHIM" DE MEU PAI, (Z´L), UM EXEMPLAR DO "CALENDÁRIO JUDÁICO", ENCOMENDANDO ASSIM, SE NÃO ME FALHA A MEMÓRIA, UNS 200 -
    DUZENTOS EXEMPLARES - DIRETAMENTE COM O QUERIDO MORDKO, (Z´L).

    ENVIEI FOTOS DE MEU PAI, (Z´L), SUA DATA DE PASSAMENTO, O NOME DE MEUS AVÓS - E DESTA FORMA - MAIS DO QUE GENTIL E SENSÍVEL - O CARO MORDKO, (Z´L) - PERSONALIZOU OS MEUS EXEMPLARES COM A FOTO DE MEU PAI NO INTERIOR DE CADA EXEMPLAR, UMA DEDICATÓRIA E AS DATAS DE SEU PASSAMENTO ATÉ O ANO DE 2030 - NO CALENDÁRIO JUDÁICO!

    E, PASMEM, AGORA DIA 29/11/2015 - ESTAREI FAZENDO O 15o. - (DÉCIMO-QUINTO) -
    "YORTZEIT" DE MEU PAI, (Z´L) - SEMPRE RESPEITANDO AS DATAS FORNECIDAS PELA "BÍBLIA" - CONSULTADA POR TODA NOSSA FAMÍLIA - DESDE ENTÃO!

    COSTUMO OFERTAR UM "KIDUSH" DIFERENCIADO A TODOS OS FREQUENTADORES DA SINAGOGA, SEM ME ATER AOS MEUS CONVIDADOS - E - 0 "CALENDÁRIO JUDÁICO" - SEMPRE ESTEVE E ESTARÁ NA MESA DE HONRA COM AS DOAÇÕES DOS OBJETOS LITÚRGICOS QUE OFERTO TODOS OS ANOS - "LEILUI MISHMAT PINCHAS GOLDBERG, (Z´L).

    VOU LHES ENVIAR A FOTO DO QUE OCORRERÁ NESTE ANO - A FIM DE QUE "SINTAM" - COMO MESMO SEM TER ESTE CONHECIMENTO ANTERIORMENTE - A QUERIDA FAMÍLIA MEYER - SEMPRE ESTÁ PRESENTE NESTE MEU MOMENTO DE MAIS PROFUNDA INTROSPECÇÃO.

    QUERIDA ROSINHA, MUITO JÁ FALAMOS TELEFONICAMENTE, O MESMO ACONTECENDO COM O "MESTRE DA PENA" - ILDO, O QUAL MUITO ME EMOCIONOU ATRAVÉS DESTE TRIBUTO, FEITO DESTA VEZ, NÃO COM A "PENA" - PORÉM COM A ALMA!

    ENQUANTO O "TEMPO" ANESTESIA SUAVIZANDO, A SAUDADE APARECE COMO UM "VERNIZ" - E CADA UM DE NÓS CONVIVE COM AS PRÓPRIAS LEMBRANÇAS....

    O IMPORTANTE É SABER QUE TEMOS NA FAMÍLIA "BAALEI-SHEM-TOV" - E, ISTO, NINGUÉM E NUNCA - NOS SERÁ LEVADO!

    SÓ EM ALEGRIAS! SARA LEA NIGRI

    *******************************************************************

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  15. Ildo, um lindo texto que traduz o verdadeiro amor. O participar, estar atento, alegrar apesar da dor, sofrimento e a impossibilidade de fazer alguma coisa para amenizar a dor física. O Dr. Meyer representa para toda a nossa família assim como a Rosinha um elo importante também do nosso Pai Geraldo.

    Então sinta-se abraçado e que com certeza eles estarão contando suas histórias onde quer que estejam.

    Um grande beijo!

    Regina Zaniratti

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  16. Prezados amigos

    Tivemos a honra e felicidade de conhecer vosso pai (embora não sejamos médicos) quando ele veio participar de um encontro Médico em Natal.

    A partir deste momento, tivemos a felicidade de aprender muito com seus valores e visão de vida.

    Excelência em Medicina e sorriso cativador.

    O escrito é emocionante e retrata toda a união de uma família que se esforçou ao máximo para retribuir um pouco do que ele fez pelos seus queridos.

    Aceitem neste momento difícil, nosso mais respeitoso sentimento de solidariedade.

    Max Simon Gabbay e Ana Júlia Barcessat Gabbay

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  17. Fiquei muito triste em escutar sobre o falecimento do grande amigo de meus Pais, que embora de longe pela distancia entre Porto Alegre e Sao Paulo, sempre estavam proximos pelo menos no coracao. Ainda me lembro quando recebiamos a noticia que o Tio Marcos vai chegar a Sao Paulo e os encontros (incluse os truques de magica).


    Infelizmente nos ultimos anos, recebia os lindos cartoes com os desenhos sobre os Chaguim e os meses.


    Estas sao parte das recordacoes que me voltarao a lembranca, quando eu vi o titulo do voce mail.





    HaMakom Inachem Etchem Im Shaar Evlei Zion VeYerushalaim,



    Danny Plaut e Familia

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  18. queridos amigos

    ha sido muy dolorosa esta comunicacion

    una amistad como la que tuvieron nuestros padres

    va a ser muy dificil de superar

    abrazos


    lein wu

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  19. Amigos, vocês me fizeram chorar.


    Linda homenagem!

    Jose Mário Amorim

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  20. Muito obrigado por compartir o tocante texto escrito por seu irmao Ildo, na bela homenagem feita a seu pai o Dr Mordko Meyer z'l.

    Agradeco a comunicacao acerca do passamento do Dr Meyer z'l, que muito lamento.

    Sou medico pneumologista tambem, oriundo de Belem-Para, resido ha duas decadas nos Estados Unidos. Ha alguns anos, estabeleci contato com o Dr Meyer, para intercambiar ideias acerca de outra de suas habilidades e talento: o seu interessantissimo e meticuloso trabalho com o calendario hebraico, no que era um expert inigualavel. Passei entao a ser mais um de seus amigos e admiradores a distancia.

    Desta maneira, agradeceria retransmitiir meus profundos sentimentos a toda a familia Meyer, esperando que todas as boas lembrancas do Dr Mordko z'l sirvam de consolo nestes dificeis momentos da vida.

    Com a saudacao fraterna de,

    Yehuda Benguigui

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  21. Maravilhoso!
    Comovente!
    Inspirador!
    Parabéns Ildo!
    David Medina

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  22. Julia Schroer - Perder um pai dói muito e carimba nosso coração com uma saudade que nunca passa,somente com o tempo nós aprendemos a conviver com ela,muita luz para ele.Grande abraço amigo!

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  23. Oi Hildo, Hoje que consegui ler porque este ano pra nós também está muito difícil. Chorei do início ao fim e choro aqui escrevendo. Não é fácil colocar em palavras uma história de vida de voces com o tio. Lendo dei uma volta no tempo, lembrei do teu pai sempre fazendo mágicas quando íamos na casa de voces. Sempre tinha um truque diferente. Obrigada por essa sensibilidade em escrever num momento tão delicado, onde as palavras somem, as perguntas não são respondidas mas temos que seguir em frente. Obrigada por nos apresentar esse texto. Abraço, de coração. Dóris

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  24. Lindo e tocante texto. Trouxe-me lágrimas aos olhos pois passo por momento semelhante com meu pai de 93 anos. Lúcido ainda, em perfeito estado de acuidade mental, declina fisicamente dia a dia de forma acentuada. Vi muitos de meus sentimentos refletidos nas tuas palavras. Que Deus abençõe nossos pais e possamos sempre render graças ao Pai Maior por ter podido tê-los por tantos anos conosco. J.A.M.O.

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